Rio de Janeiro e nossas histórias.
quinta-feira, 5 de novembro de 2026
Adeus, Seleção portuguesa
terça-feira, 3 de novembro de 2026
UMA MORTE TRÁGICA
O Descaso com Nilton Santos
terça-feira, 6 de outubro de 2026
Indígenas e seus rituais
Os indígenas e a antropofagia
Esse texto nasce devido a um comentário de uma nova deputada de São Paulo que, em um podcast, disse que todas as tribos indígenas comiam seus inimigos e deu graças a Deus porque os colonos vieram. Então, vamos por partes, né?
É inegável dizer que o Brasil foi achado. O termo “descobrimento” caiu em desuso devido ao entendimento de que já existiam pessoas aqui. Então, se já existia uma civilização, o fator “descoberta” está errado.
Pois bem, respeitando ao máximo a opinião da agora parlamentar, vou aqui desconstruir o que ela disse, sem ofendê-la, ok?
Quem estuda História, ou pelo menos se interessa minimamente pelo assunto, sabe que toda generalização é burra. Quando ela diz que todas as tribos indígenas praticavam a antropofagia, comete uma grande falácia.
Quem praticava esse ritual principalmente eram os Tupinambá, conhecidos por serem guerreiros valorosos e perigosos. Mas a antropofagia não se resumia apenas ao ato de literalmente “comer” o inimigo. Tratava-se de um ritual cultural praticado por determinados povos indígenas.
“Os Tupinambás e outros grupos da família Tupi-Guarani foram os praticantes mais famosos do ritual antropofágico no período colonial brasileiro, mas povos como os Wari' e os Yanomami também realizaram práticas de consumo ritual e funerário.”
— Boris Fausto
É bom informar que a antropofagia não era um ato simples. Existia todo um ritual. Não era apenas capturar o inimigo, matá-lo e se alimentar dele. E, voltando a lembrar, nem todas as tribos indígenas brasileiras tinham essa prática.
Quando um inimigo era capturado, realizava-se toda uma cerimônia antes da execução, que podia incluir o “engordamento” do prisioneiro, dentro de uma lógica ritual relacionada à obtenção de poder e às relações de guerra e vingança.
No dia do ritual, havia uma grande cerimônia coletiva, com cantos, danças, bebidas e pinturas corporais. O prisioneiro era executado de maneira ritualizada, e partes de seu corpo eram destinadas ao consumo de diferentes membros da comunidade.
O ato de consumir o adversário estava relacionado à incorporação simbólica de sua força, coragem e resistência. Portanto, não era algo simples como a nobre deputada tenta fazer parecer.
“A história do Brasil não começa em 1500. Ela se estende por milênios de ancestralidade. Muito antes da chegada europeia, os povos originários já moldavam este território com seus saberes, línguas e modos de vida.”
— Mary Del Priore
Um ponto muito interessante é que o prisioneiro não era necessariamente visto apenas como alimento. Todo o ritual estava inserido em uma lógica de guerra e vingança. O ato de consumir o inimigo podia representar uma forma de apropriação de sua força e de continuidade da vingança.
Vou aqui descrever, de maneira resumida, como era o ritual entre os Tupinambá, lembrando que ele não era necessariamente igual em todos os grupos e, novamente, que nem todas as tribos indígenas praticavam a antropofagia.
O ritual entre os Tupinambá
Captura do inimigo — Um guerreiro inimigo era capturado durante conflitos e levado para a aldeia. Ele podia permanecer algum tempo sob a custódia do grupo.
Preparação ritual — O prisioneiro era integrado temporariamente à comunidade e, em algumas descrições, recebia tratamento ritualizado. Havia uma série de cerimônias antes da execução.
Festa e preparação — A execução fazia parte de uma grande celebração coletiva, com cantos, danças, bebidas e pintura corporal. O evento envolvia várias pessoas da aldeia.
Execução — O prisioneiro era morto de maneira ritual. Uma descrição muito conhecida dos cronistas menciona o uso de um tacape, uma espécie de clava de madeira.
Consumo ritual — Partes do corpo eram preparadas e consumidas por membros da comunidade. Não se tratava de uma alimentação cotidiana, mas de um ato carregado de significado simbólico.
Significado — Para os Tupinambá, a prática estava relacionada à vingança, à guerra, à honra e à incorporação simbólica das qualidades do inimigo. Também tinha relação com a memória dos mortos e com a continuidade das relações entre grupos inimigos.
Colonos
Tá bom. Partindo do princípio de que, sem os colonizadores, não haveria o Brasil como conhecemos hoje, sim, eles são importantes. Mas vamos aprofundar nosso conhecimento.
Depois da “descoberta” do nosso território, os portugueses fizeram algumas expedições, inicialmente mais voltadas à exploração do território do que a um projeto de ocupação permanente. Deixaram algumas pessoas e, durante um período, não estabeleceram uma colonização efetiva em grande escala.
A partir das investidas francesas e da crescente disputa pelo território, especialmente por volta de 1530, os lusitanos passaram a se interessar mais diretamente pela ocupação e pela manutenção dessas terras. Isso também ocorreu em um contexto no qual Espanha e Portugal já realizavam expedições e exploravam diferentes regiões das Américas Central e do Sul.
Nesse momento, a partir da década de 1530, começa a intensificação da ocupação colonial, acompanhada de conflitos, extermínio de populações indígenas e escravização.
Os indígenas possuíam diferentes formas de organização social e econômica, que não correspondiam ao modelo de trabalho imposto pelos colonizadores. Além disso, suas populações foram profundamente atingidas pelas doenças trazidas pelos europeus, para as quais muitos povos originários não possuíam imunidade.
Diante das dificuldades e dos interesses econômicos da colonização, os portugueses passaram a utilizar cada vez mais a mão de obra escravizada africana.
Começou, então, uma grande expansão colonial baseada na exploração de vidas indígenas e negras.
Aqui no Brasil, somos o que somos hoje não apenas por causa dos portugueses e espanhóis, mas também — e principalmente — pela contribuição, pela resistência e pelo sangue dos povos que já estavam aqui e daqueles que foram trazidos à força para este território.
Somos uma nação construída também sobre morte, sofrimento, resistência e sobre a história de pessoas que tiveram suas vidas e seus territórios profundamente transformados pela colonização.
Por isso, acredito que podemos discutir esse assunto no campo das ideias, com respeito e sem ofensas pessoais.
Conhecer a História não significa apagar a importância dos colonizadores, tampouco romantizar ou condenar povos inteiros. Significa compreender que a História é muito mais complexa do que generalizações como “todos os indígenas eram antropófagos” ou “os colonizadores simplesmente trouxeram o progresso”.
É justamente por isso que estudar História é tão importante: para entender o passado em toda a sua complexidade.
Historiador Paulo Jorge
quarta-feira, 12 de agosto de 2026
Origem dos ambulantes
A origem dos ambulantes
Desde que o governo Eduardo Paes assumiu, estamos vendo sistemáticas operações de combate ao comércio ambulante. Esse novo capítulo chegou à nossa orla, onde a Operação Intolerância Zero vai e está combatendo os ambulantes nas calçadas e areias.
Boa parte desses trabalhadores partiram para a informalidade e conseguem sobreviver vendendo produtos, muitos de origem duvidosa, nas calçadas. Eles também convivem com o perigo, não apenas do "rapa" — termo utilizado para dizer que a Guarda Municipal está chegando —, mas também com os roubos e a violência da cidade. Além disso, ficam expostos ao clima, enfrentando chuva e sol enquanto tentam vender seus produtos.
Mas e se eu te falar que o ambulante carioca faz parte da cultura e da história carioca? Que eles podem ser considerados patrimônio da cidade?
Tudo o que existe tem uma origem, tem um começo.
Sérgio Buarque de Holanda, em seu livro Raízes do Brasil, nos mostra que os negros foram sendo empurrados para os subempregos não apenas com o advento do golpe republicano, mas já durante o Império. Os pobres, apesar de boa parte deles ser formada por escravizados, estavam em empregos dos quais a elite passava longe. Já a população negra escravizada foi ocupando subempregos ainda mais baixos, como o de jornaleiro, a prostituição, a venda de frutas, entre outros. Tudo isso para juntar dinheiro e conseguir a alforria, embora ainda perdessem uma parte do que recebiam para seus senhores.
A origem dos vendedores ambulantes no Rio de Janeiro remonta ao período colonial e ao início do século XIX, impulsionada pela figura histórica dos "escravos de ganho". Eram homens e mulheres escravizados que circulavam pelas ruas vendendo alimentos, doces e mercadorias e prestando serviços para repassar o lucro aos seus senhores.
Mas não apenas repassavam o dinheiro aos seus senhores. Muitos desses escravizados ficavam mais de 12 ou 13 horas trabalhando, pois, quando não estavam no "expediente", o que vendiam poderia ser utilizado para comprar sua alforria. Essa modalidade de escravizados de ganho era muito comum em grandes cidades, onde havia maior movimento econômico.
Da Colônia ao Império, homens e mulheres andavam pelos becos, muitas vezes quase sem presença humana, nas vilas e arraiais, denominados "escravos de ganho" por seus senhores brancos.
"Como se tratava de uma atividade com controle indireto, era possível guardar algum dinheiro através da elevação dos preços ou algum tipo de acréscimo quantitativo do oferecido, restando algum capital que, acumulado, possibilitava por vezes a obtenção de alforrias, devidamente indenizadas aos 'proprietários' para conseguir a justa liberdade."
— Diário do Rio, William Bittar
Os escravizados de ganho nada mais eram do que homens e mulheres que andavam pelas ruas das vilas e da capital, comercializando produtos a céu aberto, geralmente em ruas e becos dos grandes centros.
Parte do dinheiro obtido ia para o dono do cativo, enquanto pequenas economias ajudavam alguns a tentar conquistar a alforria. Com a chegada da família real portuguesa ao Rio de Janeiro, aumentaram a circulação e a demanda urbana, pois toda a corte acabou vindo para a cidade. Isso também atraiu diversos estrangeiros para nossas terras, popularizando o comércio de rua, regulamentado de maneira precária pela Câmara Municipal.
Para exercer esse trabalho, o escravizado dessa função "gozava" de autonomia e liberdade de locomoção. Ele podia, inclusive, morar em uma casa qualquer na cidade e só ia à casa de seu senhor para pagar, diária ou semanalmente, a remuneração estipulada. Isso, claro, sempre sob a vigilância do poder local e com a supressão de seus direitos.
Ele não era liberto, e essa sensação de liberdade era falsa, já que, apesar dessa autonomia, o escravizado muitas vezes tinha que levar ao seu senhor uma determinada quantia que lhe era exigida.
"Essa forma de exploração do trabalho escravo atendia aos interesses dos dois lados: os escravos viam uma possibilidade, mesmo que aparente, de liberdade, enquanto os senhores se livravam de gastos com alimentação, vestuário e fiscalização de seus escravos, além de garantir uma renda."
— Studhistoria
Não estou dizendo que não devemos ter controle ou que devemos liberar tudo, mas é preciso entender cada caso desses ambulantes. Os honestos devem ter seu espaço para trabalhar, pois muitos desses trabalhadores enfrentam problemas sociais importantes, como baixa escolaridade e falta de incentivos para melhorar suas condições de vida.
O ambulante carioca não surgiu hoje. Ele faz parte da própria formação social e histórica da cidade. Entender essa história também é uma forma de compreender por que o comércio de rua permanece tão presente no cotidiano do Rio de Janeiro.
quarta-feira, 2 de julho de 2025
COPA RIO - JOGOS DA RODADA 01
COPA RIO 2025- GAMA ESPORTIVA NA COBERTURA DOS JOGOS
Todos os campeões da Copa Rio :
Volta Redonda : 5 títulos
Portuguesa: 3 títulos
Resende : 2 títulos
Tigres do Brasil : 2 títulos
Vasco da Gama : 2 títulos
Nova Iguaçu: 2 títulos
Com 1 título: Pérolas Negras, Bonsucesso, Americano,Duquecaxiense,Duque de Caxias, Madureira,Fluminense,Boavista,Flamengo,Maricá,Audax,Rubro.
Segue a lista completa dos participantes da Copa Rio 2025, organizada de acordo com a classificação nas divisões do Campeonato Carioca de 2024:
Série A (1ª divisão) – 8 clubes
-
Nova Iguaçu
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Boavista
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Portuguesa
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Sampaio Corrêa
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Madureira
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Bangu
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Audax
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Maricá
Série A2 (2ª divisão) – 8 clubes
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Olaria
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Duque de Caxias
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America
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Araruama
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Cabofriense
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Petrópolis
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Resende
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Americano
Série B1 (3ª divisão) – 4 clubes
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Artsul
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Paduano
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São Gonçalo
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Pérolas Negras
Série B2 (4ª divisão) – 4 clubes
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Campo Grande
-
Bonsucesso
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Niteroiense
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Carapebus
A Copa Rio 2025 já começou e conta com uma premiação total de aproximadamente R$ 550 mil, valor que será distribuído entre os 24 clubes participantes. De acordo com a FFERJ (Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro), a divisão dessa receita foi previamente compartilhada com os clubes envolvidos no torneio.
Dentre o montante total, R$ 200 mil estão reservados exclusivamente para os finalistas. O time campeão terá a prioridade na escolha entre as duas principais recompensas: disputar a Série D do Campeonato Brasileiro ou a Copa do Brasil. A equipe que optar pela vaga na Série D receberá R$ 150 mil, enquanto aquela que escolher a Copa do Brasil ficará com R$ 50 mil referentes à final.
O Campo Grande mostrou que tradição caminha junto com camisa pesada. Mais um duelo entre equipes de divisões diferentes: a equipe de Campos está na Segundona e vive uma grande fase, enquanto o Campo Grande ainda vai iniciar sua temporada. Mesmo perdendo a partida de volta, conseguiu levar a decisão para os pênaltis e garantiu a classificação.
E nada melhor do que um grande clássico para a segunda fase: Bangu x Campo Grande.
Heróico. O Araruama está no meio da temporada, disputando a Série A2. Mesmo estando em último lugar, é tecnicamente melhor que o Bonsucesso, que está na terceira divisão e ainda nem havia iniciado sua temporada. Mas isso não foi suficiente para parar o Leão da Leopoldina, que, com muita vontade, segurou o Araruama. Mesmo perdendo no tempo normal, levou a decisão para os pênaltis e, ali, eliminou a equipe adversária.
Agora, o Bonsucesso encara uma parada duríssima: o Sampaio Corrêa.
domingo, 29 de junho de 2025
FLUMINENSE É TRADIÇÃO !
REAL OLVIEDO MAIOR QUE O FLUMINENSE ?
Estamos testemunhando o primeiro Mundial de Clubes da FIFA, e com isso diversos jornalistas estrangeiros começaram a fazer campanhas a favor e contra a competição. Havia quase um consenso na imprensa internacional de que os times sul-americanos passariam vergonha nesse Mundial, mas não foi o que vimos.
Palmeiras e Fluminense jogaram melhor que PSG e Borussia; o Flamengo fez uma grande partida contra o Chelsea e venceu com goleada; e o resultado que chocou o mundo: o campeão da Champions League, o PSG, perdeu para o Botafogo, que atuou de forma tática e valente. O que era visto como uma vitória certa dos europeus passou a gerar opiniões divididas.
Uma série de desculpas começaram a ser levantadas para justificar o desempenho desses times. É perceptível que, ao tirá-los da zona de conforto, o jogo se equilibrou. Mas será que estamos realmente tão distantes, tecnicamente, de times que ocupam a "prateleira B" da Europa?
Claro, hoje na Europa podemos destacar um "Big Six": Real Madrid, Barcelona, PSG, Manchester City, Liverpool e Bayern de Munique. Ao meu ver, esses são atualmente os clubes da prateleira A do futebol europeu. Contra esses, o desafio técnico é realmente maior. Mas Flamengo, Fluminense e companhia mostraram que, com treinamento, tática disciplinada e equilíbrio estrutural, um time brasileiro consegue sim competir de igual para igual — e até vencer — equipes das prateleiras B e C, e quem sabe, até da prateleira A.
Lembre-se de que Flamengo e Palmeiras equilibraram as ações nos Mundiais contra Chelsea e Liverpool. Mas vamos nos atentar ao título do artigo.
Essa semana, vi uma espécie de mesa redonda na Espanha, onde três jornalistas compararam o Fluminense — um dos 12 gigantes do futebol brasileiro e de muita tradição — ao time do Real Oviedo. Vamos, então, conhecer, caros leitores, quem é o Real Oviedo.
Na temporada 2024/2025, a equipe estava na segunda divisão e terminou na terceira colocação, o que lhe garantiu o direito de disputar a La Liga 2025/2026. A campanha foi composta por 42 jogos, com 21 vitórias, 12 empates e 9 derrotas.
O Real Oviedo foi criado em 1926, resultado da união entre o Estadio Ovetense e o Real Club Deportivo Oviedo. O primeiro clube havia sido formado por jovens que estudaram na Inglaterra, onde o futebol já era bastante difundido. O segundo surgiu alguns anos depois, como consequência de uma divisão interna no Estadio Ovetense.
O clube, localizado na região autônoma das Astúrias, tem como principais conquistas cinco títulos da segunda divisão espanhola e quatro da terceira divisão. O Real Oviedo já participou 38 vezes da primeira divisão do Campeonato Espanhol. O time não tem muitos feitos sigficativos.
Vamos agora falar do Fluminense! O Tricolor das Laranjeiras foi um dos primeiros clubes fundados na cidade do Rio de Janeiro, teve papel fundamental na organização do futebol carioca e foi um dos responsáveis pela criação do Campeonato Carioca.
Quatro vezes campeão brasileiro da primeira divisão, vencedor da Copa do Brasil e da Copa Libertadores, entre muitos outros títulos. Pelo Tricolor das Laranjeiras passaram craques que ajudaram a escrever a história do nosso futebol.
O clube também esteve presente na assinatura da profissionalização do futebol em 1933. O Fluminense é história viva e abriga um dos estádios mais antigos da cidade e do Brasil. A importância do time para a história se mostra na análise das fontes. O time foi o responsável em jogar o primeiro jogo oficial da história do Campeonato Carioca de 1906, campeonato esse que ele ajudou a organizar. Dia 03 de maio de 1906, o Fluminense abriu o Carioca contra a equipe do Paysandu e o tricolor das Laranjeiras mostrou por que já desde começo ,seria conhecido como uma potência:7x1, jogo realizado no campo da Rua Guanabara, onde mais tarde seria construído o Estádio das Laranjeiras. Ali começava o caminho de glórias.
Isso estou aberdando apenas o começo do Fluminense, se eu pudesse citar todas as glórias, precisaria de anos de escrita. O time foi campeão de diversos torneios internacionais e nacionais, diversos jogadores cedidos a seleções brasileiras e mundiais. Uma infinidade de títulos e importância histórica. Olha que o clube já fez para contribuir com o país.
Fluminense: um clube que também entrou em campo na Segunda Guerra Mundial
O Fluminense Football Club protagonizou um capítulo pouco conhecido, mas marcante, de sua história durante a Segunda Guerra Mundial. Em um gesto patriótico, o Tricolor arrecadou fundos entre seus associados e torcedores para adquirir e doar um avião à Força Expedicionária Brasileira (FEB). A aeronave, um monomotor Fairchild PT-19, foi batizada de "Coelho Netto", em homenagem ao escritor e patrono do clube, e entregue oficialmente em uma cerimônia realizada no estádio das Laranjeiras, pouco antes de um clássico contra o Flamengo.
Além da doação do avião, o Fluminense também colocou suas instalações à disposição do país. Em seus espaços foram promovidos cursos de enfermagem para formação de profissionais que, posteriormente, integraram os contingentes brasileiros enviados à campanha na Itália.
As ações do Fluminense durante o conflito mundial evidenciam o papel ativo do clube fora das quatro linhas. Mais do que vitórias em campo, o Tricolor das Laranjeiras demonstrou compromisso com causas maiores, contribuindo diretamente para o esforço de guerra do Brasil contra o nazismo e o fascismo.
A pergunta que deixo é : ter certeza que tem como comparar ?
fontes pesquisadas:
1- LIVRO FLUMINENSE, O PRIMEIRO TETRA CAMPEÃO DO FUTEBOL BRASILEIRO
2- HISTÓRIAS DOS CAMPEONATOS CARIOCAS DE FUTEBOL
3-https://futebolnacional.com.br/siteapp/page.jsp?module=championship&code=D868920C830AD300DB7282D40DA28A48&lang=pt-br&img=y
4-https://www.espn.com.br/futebol/time/elenco/_/id/92/esp.real_oviedo
5-https://www.ogol.com.br/equipe/real-oviedo/2545
6- https://www.realoviedo.es/

